Gravidez e coronavírus: o que as gestantes devem fazer?

Gravidez e coronavírus: o que as gestantes devem fazer?

Com a pandemia do novo coronavírus no Brasil e no mundo, muitas gestantes ficam em dúvida do que podem ou não fazer durante a fase da gravidez.

Ainda não se sabe muito bem o que pode ocasionar nas gestantes, caso sejam infectadas. Porém, de acordo com estudos, não há efeitos graves notados em grande escala entre grávidas e bebês. O recomendado pela classe médica é que no período de gravidez seja evitado grandes aglomerações e também receber visitas de pessoas doentes.

Recomendações

Apesar dos estudos revelarem que o novo coronavírus (Covid-19) não evolui de modo grave nas grávidas, as gestantes devem seguir as orientações como os demais, como: higienizar as mãos com água e sabão e evitar aglomerações, em decorrência da disseminação da doença no Brasil. Além disso, também é prudente manter a carteira de vacinação em dia e evitar idas ao pronto-socorro em caso de resfriados.  

De acordo com uma matéria do jornal O Estado de São Paulo, especialistas afirmam que as gestantes não possuem maiores chances de pegar o coronavírus. “As infecções, de um modo geral, podem acometer qualquer pessoa, o que muda é que algumas doenças podem se estabelecer de forma mais grave em alguns pacientes.”

Grávidas podem correr mais riscos de contrair o vírus?

Nos estudos apresentados até o momento, não há riscos à vida para este grupo. Sobre isso, a coordenadora científica de Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp) e professora associada em Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), Silvana Maria Quintana esclareceu ao periódico:

“No caso do H1N1, as gestantes foram consideradas grupo de risco. Neste caso, até este momento, a população acometida de forma mais graves são os idosos. É uma infecção que estamos aprendendo no dia a dia e ela não tem se mostrado grave ou mais frequente em gestantes e crianças, diferentemente da situação do H1N1, que as grávidas tinham evolução mais grave.”

Como se proteger nas ruas

Caso a gestante precise sair de casa, na falta da água e sabão para higienizar as mãos, ela poderá usar o álcool em gel, ao sair de um transporte público ou de um carro particular.

Mas, novamente, os médicos recomendam que ao surgir um resfriado leve, ainda sim deve-se evitar ir ao hospital, pois lá a grávida corre o risco de entrar em contato com pessoas já contaminadas. Ela também deve se afastar do convívio com pessoas que estejam doentes.

É preciso ter calma neste momento de pandemia para que a gestante não entre em pânico. Inserir seu parceiro neste contexto, ajuda no sentido de ficarem mais em casa e estreitar mais o relacionamento neste período de gravidez.

Quando uma gestante com sintomas do coronavírus deve procurar um médico?

Durante a gravidez, as gestantes devem procurar o serviço de saúde quando apresentarem os seguintes sintomas: febre que se mantém alta e dificuldade em respirar. Caso os sintomas sejam leves, é recomendado que converse com seu ginecologista, em vez de se automedicar, como explica Silvana:

“Ela deve se hidratar bastante, com água, suco e chá, ficar mais em casa, lavar o nariz com soro fisiológico.”

Existe outra vacina que proteja durante a gravidez?

No caso do coronavírus, ainda não existe um imunizante contra a doença. No entanto, é importante a gestante manter sua carteira de vacinação em dia, alerta o ginecologista, obstetra e criador do programa Parto sem Medo, Alberto Guimarães:

“É preciso estimular a gestante a tomar a  vacinar contra o H1N1. A grávida que é acometida pelo H1N1 tem risco de uma evolução muito rápida e de morrer antes de receber os primeiros cuidados.”

Apenas um acompanhante na hora do parto

Quando é chegada a hora do parto, de acordo com normas de cada hospital, será permitido apenas um acompanhante. Na prática, quer dizer que se foi o marido da grávida que entrou na maternidade com ela, é ele quem ficará junto até ela ter alta, como afirma a gestante Cristiane Marti, 39 anos. Residente da cidade de São João da Boa Vista, ela aguarda a chegada de sua filha Manuela para daqui poucos dias.

“O que eu consegui saber até agora é que apenas um acompanhante poderá estar comigo no hospital. Não poderá haver troca após o parto. E também não será permitido visitas na maternidade.”

Vai ficar tudo bem

O momento agora não é de pânico, mamães. Sigam todas as recomendações médicas, que vai ficar tudo bem para você e seu bebê. Aproveite agora para criar um elo ainda maior com a chegada desta nova vida à família!

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo, matéria de Paula Felix

*Foto: Reprodução/Pixabay

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