Quanto tempo dura o puerpério?

Quanto tempo dura o puerpério

Quando a mulher dá à luz ao seu bebê, ela passa a viver a fase de puerpério. O nome diz respeito ao período pós-parto, que também é conhecido como quarentena ou resguardo. Continue lendo para saber quanto tempo dura o puerpério e mais.

Mas afinal, quanto tempo dura o puerpério

O período de puerpério dura, em média, de 5 a 6 semanas. Ele começa logo após o nascimento da criança e termina quando a mulher inicia novamente sua ovulação. É importante ressaltar que este período é uma estimativa, ele pode ser mais longo para parte das mamães.

Com isso, a mamãe passa também por alterações hormonais, físicas e emocionais, que são involuntárias. E há casos em que tais mudanças geram sérios desequilíbrios no estado de humor das mamães.

Transtornos de humor

Vale ressaltar que estes transtornos de humor, antigamente, eram relacionados a características femininas. Ou seja, o problema ficava sem diagnóstico e pior: sem o devido tratamento. Neste caso, o distúrbio se solucionava sozinho ou caminhava para algo crônico.

Fases do tempo de resguardo

A fase de puerpério se divide três e todas estão relacionadas ao tempo de amamentação.

Puerpério imediato

Ele ocorre do 1º ao 10º dia pós-parto. E começa logo após a expulsão da placenta. Na primeira hora, o útero permanece contraindo e os sinais vitais estabilizam. Por isso, é essencial que nestas primeiras horas a mamãe levante e caminhe após o parto. Esse movimento evita o surgimento de uma trombose (link https://minutosaudavel.com.br/trombose/), além de beneficiar o fluxo intestinal.

Puerpério tardio

Do 11° ao 42° dia do pós-parto. Nesta fase, o corpo feminino ainda sofre com alterações hormonais e também é necessário se cuidar melhor. Mas por quê? Acontece que tanto o útero quanto a região genital ainda passam por mudanças até retornar ao seu estado natural.

Puerpério remoto

Ocorre a partir do 43° dia do pós-parto. Apesar da mãe já estar em fase de amamentação, ela ainda lida com alterações em seu corpo. Isso diz respeito também a sua ovulação, que não acontece neste caso. Por outro lado, a partir do 40º dia o uso de métodos contraceptivos é recomendado para que não ocorra uma nova gravidez.

O que acontece no corpo feminino?

Ainda no período puerpério ocorre muitas mudanças no corpo das mamães. Entre as quais, o equilíbrio hormonal. Nesta fase a mulher pode se sentir com mais fadiga, além de abatida.

Já as mamas, ficam mais cheias, quentes e doloridas por causa da produção de leite. O aparecimento do leite surge entre 24 e 72 horas após o parto. E o alívio só chega por meio da amamentação.  

Contudo, o abdômen fica inchado e seu tamanho normal vai retornando aos poucos. Mas com isso a pele pode ficar flácida por ter seus músculos da parede abdominal separados. O fato é conhecido como diástase abdominal.

Outras regiões afetadas

A região íntima na hora de um parto normal com episiotomia (corte na região muscular entre a vagina e ânus para ajudar a retirada do bebê) pode causar dor e desconforto onde foi realizada a incisão. Ela fica mais dilatada e inchada nos primeiros dias após o parto.

Já o sangramento vaginal, que é similar à menstruação, é identificado pela ocorrência de lóquios (corrimento vaginal), formado por secreções uterinas e vaginais, sangue e revestimento do útero. Ele dura em torno de 15 dias, mas pode se estender por até três meses após o parto.

Entretanto, o corrimento é mais intenso apenas entre o segundo e quarto dia. Neste caso, a tonalidade vermelha vai diminuindo, ficando mais rosado até se tornar esbranquiçado ou amarelado após 10 dias.

A incontinência urinária também pode ocorrer nesta fase, que é o desejo súbito de urinar. Porém, não se consegue controlar completamente o xixi e pode passar o líquido para a calcinha. Mas tenha calma, pois a perda de controle é bem comum em mulheres que tiveram parto normal. E ainda pode acontecer com que as realizaram cesáreas. Este desconforto dura cerca de três meses e pode ser solucionada por meio de exercícios que tonificam a musculatura do períneo (região onde estão localizados os órgãos genitais e ânus) ou fisioterapia.

Por fim, em muitas mulheres ocorrem outros fatores. São eles:

  • Hemorroidas: são veias dilatadas no ânus, que podem ser internas ou externas. Elas causam dor e em alguns casos, até sangramento. O fator é decorrente da gestação ou ainda podem se originar pela exercida durante o parto.
  • Cicatriz da cesariana: 50% dos partos realizados no Brasil são cesáreas. Neste caso, é feito um corte no abdômen e útero da mulher para retirar o bebê, devido a complicações na gestação ou com o recém-nascido. Os pontos são retirados em oito dias e a incisão uterina cicatriza em até seis semanas.
  • Menstruação: o retorno dos dias de menstruação está relacionado à amamentação. Isso porque quando a mulher estimula a produção de leite, ela também está influenciando seu ciclo menstrual que volta ao normal por volta de seis meses. Mas em caso dela não amamentar, a menstruação pode voltar entre um a dois meses após o parto.
  • Relação sexual: no período de puerpério, o sexo deve ser restrito, mas não necessariamente evitado. Se o seu obstetra aprovar, vocês podem retomar a vida sexual a partir do primeiro mês após o parto. Vale lembrar que pelo fato de a mulher não estar ovulando nesta fase, ela pode ter falta de libido, além de estar sujeita a infecções.

É imprescindível consultar sempre a opinião do seu obstetra pois cada mulher tem suas particularidades e necessidades específicas, somente um profissional da sua confiança é capaz de orientá-la com toda segurança.

Foto: Reprodução/Pinterest

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